José Dirceu se entrega à PF para cumprir pena de 30 anos de prisão


Com prazo até 17h (horário de Brasília), o ex-ministro José Dirceu se entregou à Justiça no início da tarde desta sexta-feira (18) e deve começar a cumprir a pena de 30 anos, nove meses e dez dias por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência à organização criminosa por envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, por volta das 14h, o petista estava no IML (Instituto Médico Legal) de Brasília para exames de praxe. Em seguida ele será levado para a penitenciária da Papuda. Dirceu é acusado de receber parte das propinas da empreiteira Engevix à Diretoria de Serviços da Petrobras entre 2005 e 2014, tendo levado R$ 10,2 milhões no esquema.

A ordem de prisão foi assinada pela juíza substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba, Gabriela Hardt, após o esgotamento de recursos no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, e determinava prazo até às 17h para ele se entregar. A juíza determinou que Dirceu cumpra a pena no Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, em ala reservada aos presos da Lava Jato. A magistrada disse que “no futuro, se for o caso”, ele poderá ficar na Papuda.

O petista estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica desde maio do ano passado, quando deixou a cadeia por determinação da 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal).

Empresário diz ser dono dos R$ 51 milhões encontrados em um apartamento de Geddel


O empresário Carmerino de Souza afirma ser o verdadeiro dono dos R$ 51 milhões encontrados em um apartamento em Salvador atribuído ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB).

O emedebista voltou à cadeia depois da descoberta da fortuna no caso que ficou conhecido como “bunker de Geddel”. De acordo com o Correio, o empreendedor tem procurado insistentemente o advogado do político, Gamil Föppel. Ele também enviou e-mails ao criminalista para declarar a posse dos valores apreendidos na Graça em 5 de setembro do ano passado, durante a Operação Tesouro Perdido, um dos desdobramentos da Lava Jato.

O episódio consta em petição encaminhada na terça-feira (15) por Gamil Föppel ao superintendente da PF na Bahia, Daniel Justo Madruga. Nela, o advogado detalha os contatos feitos pelo empresário de “forma insistente”. Responsável pela defesa do ex-ministro dos governos Lula e Michel Temer, Gamil informa na petição que havia orientado todos os funcionários dele a direcionarem o empresário à Polícia Federal, para que ele declarasse a posse dos R$ 51 milhões .

“Mesmo após essa advertência, o referido senhor tem insistido em buscar contato com este peticionário (e demais advogados de seu escritório), passando a proferir expressas ameaças”, diz Gamil. O advogado afirma ainda que, na última terça, o empresário foi barrado na portaria do edifício onde funciona o escritório de advocacia e dirigiu novas ameaças a ele.

Tite anuncia os 23 convocados para a Copa do Mundo


O técnico Tite anunciou na tarde desta segunda-feira (14), na sede da CBF, no Rio, a lista de 23 convocados da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

As principais dúvidas estavam nas posições de terceiro goleiro, laterais e meio-campistas reservas e Tite optou por Cássio, Danilo, Filipe Luís e Fred. Ele optou por convocar um meio-campista a menos e preencher duas vagas no ataque com Douglas Costa e Taison. Tinham esperança e ficaram de fora atletas como Rafinha, Rodriguinho e Giuliano.

Confira os 23 convocados do Brasil para a Copa de 2018: (mais…)

Dono da empresa de refrigerantes Dolly é preso por fraude fiscal em SP


A Polícia Militar prendeu, na manhã desta quinta-feira (10), o dono da empresa de refrigerantes Dolly, Laerte Codonho, em sua casa na Granja Viana, em Cotia, na Grande São Paulo. As investigações apontam fraude fiscal estruturada, organização criminosa e lavagem de dinheiro. O dinheiro desviado com a fraude é estimado em R$ 4 bilhões.Codonho teve a prisão temporária decretada e foi levado ao 77º D.P. (Distrito Policial), onde chegou por volta do meio-dia, segurando um papel com os dizeres: “Preso pela Coca-Cola”. Ao chegar na delegacia, Codonho afirmou que estaria sendo preso devido a uma perseguição da Coca-Cola e que a empresa que estariam investigando não pertence a ele. Além do dono da empresa, o ex-contador da Dolly, Rogério Raucci, e o ex-gerente financeiro da empresa, César Requena Mazzi, foram presos e levados ao DP.

Informações preliminares apontam que a Justiça considerou que a empresa, comandada por Codonho, demitiu funcionários e os recontratou em outra companhia para fraudar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “Ressaltamos que há notícia de ações cautelares (…), no âmbito fiscal, a recuperação de ativos de bens do grupo econômico mencionado, responsável por débitos fiscais bilionários já constituídos”, afirma o MP-SP, em nota sobre o caso.Dois helicópteros foram apreendidos em São Bernardo do Campo, e quatro carros de luxo, em Cotia. Os PMs também encontraram e apreenderam dinheiro em espécie, incluindo notas de real, dólar americano, euro e libra esterlina, na mansão de Codonho – o valor total não foi divulgado. A operação envolve o Gedec (grupo especial do Ministério Público paulista para combate à formação de cartel e lavagem de dinheiro), a Procuradoria-Geral do Estado e a Polícia Militar.

A advogada que defende Codonho, Maria Elizabeth Queijo, afirmou que não iria se manifestar imediatamente pois não teve acesso aos autos. As defesas dos outros acusados também não quiseram se manifestar.Em nota, a Dolly classificou de “injusta” a prisão do empresário detentor da marca. “Laerte Codonho sempre colaborou com as autoridades, e tem certeza que provará sua inocência. A defesa recorrerá da decisão e confia na Justiça”, diz o texto.

(G1)

Emerson Sheik é citado por delator em esquema de venda de dólares


O atacante Emerson Sheik, do Corinthians, foi citado em uma das delações do doleiro Claudio Barboza, o Tony, nas investigações da Operação “Câmbio, desligo”. As informações são do jornal “O Globo”.

Segundo o delator, Sheik realizou com a ajuda de um operador brasileiro e do próprio Tony uma transação a partir de uma conta na Ásia vendendo US$ 500 mil (R$ 1,7 milhões na cotação atual) para receber o montante em reais no Brasil. Sheik também aparece nas delações de Vinicius Claret, o Juca Bala, sócio de Tony. O jogador, porém, não é alvo da operação. Emerson Sheik ainda não se manifestou sobre o assunto.

A Operação “Câmbio, desligo” é um desdobramento da Lava-Jato e cumpriu 45 mandados de prisão nesta quinta-feira no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, além de Paraguai e Uruguai. Os suspeitos integravam um sistema chamado Bank Drop, em que doleiros remetiam recursos ao exterior através de uma ação conhecida como “dólar-cabo”.Trata-se de um câmbio que envolve depósitos em contas em diferentes países, mas o dinheiro não é rastreável pelo Banco Central: doleiros recebem no Brasil e compensam em contas no exterior. Por não haver remessa, muito menos registro, o montante escapa das autoridades e dos impostos.

Segundo a polícia, eram três mil empresas offshore em 52 países, que movimentavam US$ 1,6 bilhão (R$ 5,6 bilhões). As empresas ficam em paraísos fiscais e são usadas para ocultar o verdadeiro dono do patrimônio depositado em uma conta.

(G1)

Assembleia de Minas Gerais acata pedido de impeachment contra Pimentel


O pedido de impeachment contra o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), foi acatado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes (MDB), nesta quinta-feira (26).

O autor do pedido é o advogado Mariel Marley Marra que acusa o governador de ter cometido crime de responsabilidade pelo atraso e parcelamento de repasses do governo estadual para pagar salários de servidores estaduais, prefeituras, Assembleia e Judiciário. Uma comissão especial será formada para analisar o pedido, os deputados que farão parte desta comissão serão indicados pelos líderes da casa. Nas sessões, serão debatidas as acusações que o advogado faz ao governador para decidir se o processo deve seguir ou não. Não há prazo definido para a instalação da Comissão.

O deputado Durval Ângelo (PT) foi indicado por Pimentel para defende-lo na Assembleia, e o parlamentar disse à imprensa que governador ficou surpreso com a denúncia. “Ele recebeu o estado com uma herança terrível, com um déficit de quase R$ 8 bilhões”, declarou.

“Vamos conseguir arquivar esse processo na Comissão, com toda certeza e vamos conseguir restabelecer essa boa relação do presidente da Assembleia com o governador. Já tivemos uma experiência terrível de golpe em Brasília e aquele que promoveu o golpe em Brasília hoje se tornou pó, enquanto aquela que sofreu o impeachment está disparada em todas as pesquisas”, disse ele se referindo à Dilma Rousseff que é candidata ao Senado em Minas.

Delator diz que Romário recebeu R$ 3 milhões para apoiar Pezão


O ex-secretário de Obras do governo do Rio Hudson Braga afirmou ter pagado R$ 3 milhões ao senador Romário Faria, pré-candidato ao governo do Estado, para que ele declarasse apoio ao então candidato a governador Luiz Fernando Pezão em 2014. As informações são da coluna Radar, da revista Veja.

Segundo o delator, Romário teria sinalizado o valor que queria com as mãos, com receio de ser gravado. A reunião teria acontecido Hotel Othon, no Rio. No mesmo encontro, o senador fechou detalhes de a agenda de eventos, incluindo entrevista coletiva, gravações de apoio e carreata. O montante teria sido pago em espécie, em parcelas de R$ 800 mil, R$ 50 mil e R$ 850 mil, por meio de um intermediário. O homem apontado como representante de Romário para receber os pagamentos é Sergio Barcelos.

Pré-candidatos à Presidência são alvos de mais de 160 investigações em tribunais


Um levantamento feito em tribunais superiores, federais e estaduais, mostra que entre 20 possíveis candidatos à presidência da República, pelo menos 15 são investigados. Casos que vão da Operação Lava Jato e suas derivações a outras investigações de desvio dinheiro público atingem pelo menos oito prováveis aspirantes ao Planalto. Há, inclusive, investigação sobre acidente de trânsito. Os dados são do jornal Folha de S.Paulo.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o líder das pesquisas eleitorais, mas deve ter a campanha inviabilizada pela condenação a 12 anos e um mês na Operação Lava Jato. Lula está preso na sede da Polícia Federal, em Curitiba. Outras duas possibilidades do Partido dos Trabalhadores (PT) são Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, que é investigado por suposto uso de caixa dois, e Jacques Wagner, ex-governador da Bahia, investigado por suspeita de recebimento de propina na reforma da Arena Fonte Nova.

O presidente Michel Temer (MDB) possui duas denúncias e duas investigações em curso no momento. O Senador Fernando Collor (PTC) é réu na Lava Jato e tem, ainda, outros quatro inquéritos em andamento. Rodrigo Maia (DEM) é investigado em dois inquéritos da Operação Lava Jato.

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, teve uma investigação enviada para a Justiça Eleitoral, o que o tirou da reta da Lava Jato. Entretanto, foi acusado por delatores da Odebrecht de ter recebido R$ 10 milhões em caixa dois e se tornou alvo do Ministério Público de São Paulo. Alckmin e Haddad possuem, ainda, ações ligadas a questões administrativas dos anos em que foram, respectivamente, governador e prefeito de São Paulo. (mais…)

Prefeito é preso e confessa estupro de menina de 8 anos em SP


O prefeito interino de Bariri (SP), Paulo Henrique Barros de Araújo (PSDB), de 34 anos, foi preso na manhã deste sábado por raptar e abusar de uma menina de 8 anos, no Vale do Igapó, em Bauru (SP). De acordo com a polícia, ele confessou ter estuprado a menor.

Após o registro da ocorrência por flagrante de estupro de vulnerável, Araújo foi levado à cadeia de Barra Bonita, às 19h50min. Ele deverá passar por audiência de custódia neste domingo, em Bauru.Segundo apurou a Polícia Militar, que efetuou a prisão, o interino pegou a criança num conjunto residencial e se dirigiu até um matagal, onde o carro acabou caindo em um buraco. A menina conseguiu se desvencilhar do prefeito, correu e pediu ajuda a um casal. Araújo foi encontrado caminhando entre árvores. Ele tentou fugir e entrou em luta corporal com os policiais. De acordo com o registro policial, o político aparentava estar sob efeito de drogas. Uma perícia vai verificar se houve relação sexual.

O preso é presidente da Câmara de Vereadores de Bariri, cidade com cerca de 35 mil habitantes, e está no cargo de prefeito desde o início do ano passado. Em nota, a Câmara de Bariri anunciou que, na segunda-feira, de posse do registro policial, vai entrar com pedido de quebra de decoro e afastamento do prefeito. Também será discutido quem assume o cargo de prefeito até a nova eleição marcada para junho.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) marcou novas eleições para 3 de junho, pois, após o pleito de 2016, os candidatos a prefeito e vice da chapa mais votada – Francisco Leoni Neto e Benedito Mazotti, ambos do PSDB – tiveram o registro indeferido com base na Lei da Ficha Limpa.

Ministério Público abre inquérito contra Alckmin por suspeita de caixa 2


O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito contra o ex-governador do Estado Geraldo Alckmin (PSDB) por suposto ato de improbidade. Alckmin, pré-candidato à Presidência da República, teria se beneficiado de valores estimados em R$ 10,5 milhões repassados para suas campanhas de 2010 e 2014 via Caixa 2.
Assinam a peça Otávio Ferreira Garcia, Nelson Luis Sampaio de Andrade e Marcelo Camargo Milani, todos da promotoria de defesa do patrimônio público. Os promotores usam o artigo 11 da Lei de Improbidade para embasar o procedimento. O artigo 11 estabelece que “constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade as instituições”.
Na semana passada, a ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, remeteu para a Justiça Eleitoral de São Paulo o inquérito contra Alckmin que tramitava na Corte Superior. Em tese, a prática de Caixa 2 da qual Alckmin supostamente se favoreceu é de competência eleitoral.