Geddel Vieira Lima é preso pela Polícia Federal


O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), que ocupou a Secretaria de Governo do presidente Michel Temer (PMDB), foi preso pela Polícia Federal nesta segunda-feira na Bahia, em ação decorrente da Operação Cui Bono, que investiga esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal. Geddel foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa entre 2011 e 2013, período investigado pela Cui Bono. A prisão foi determinada pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da Justiça Federal de Brasília.

Segundo o Ministério Público Federal, o ex-ministro, o ex-deputado federal Eduardo Cunha e o operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro desviaram “de forma reiterada recursos públicos a fim de beneficiarem a si mesmos, por meio do recebimento de vantagens ilícitas, e a empresas e empresários brasileiros, por meio da liberação de créditos e/ou investimentos autorizados pela Caixa Econômica Federal em favor desses particulares”. (Veja)

Com voto de Gilmar Mendes, TSE rejeita cassação da chapa Dilma-Temer


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) absolveu nesta sexta-feira (9), por 4 votos a 3, a ex-presidente Dilma Rousseff e o presidente Michel Temer da acusação de abuso de poder político e econômico na campanha de 2014. A maioria dos ministros considerou que não houve lesão ao equilíbrio da disputa e, com isso, livrou Temer da perda do atual mandato e Dilma da inelegibilidade por 8 anos. O voto que desempatou o julgamento foi o do ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, o último a se manifestar.

A ação julgada pelo TSE foi apresentada pelo PSDB após a eleição de 2014 e apontava mais de 20 infrações supostamente cometidas pela coligação “Com a Força do Povo”, encabeçada por PT e PMDB. A principal era a suspeita de que empreiteiras fizeram doações oficiais com o pagamento de propina por contratos obtidos na Petrobras, além de desvio de dinheiro pago a gráficas pela não prestação dos serviços contratados. Além da perda do mandato e da inelegibilidade de Dilma e Temer, o PSDB reivindicava na ação que os candidatos derrotados Aécio Neves e Aloysio Nunes fossem empossados presidente e vice.
O julgamento da chapa, que começou em abril deste ano, foi retomado nesta semana com os votos do relator, Herman Benjamin, e dos demais ministros da Corte. Também se manifestaram os advogados das partes (defesa e acusação) e o Ministério Público Eleitoral.

Lula seria mentor da morte de Celso Daniel, diz Marcos Valério


Uma suposta conversa entre o publicitário Marcos Valério – preso desde 2011 e condenado por envolvimento no mensalão – e a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) foi divulgada pela revista Veja.  Os dois teriam conversado em outubro do ano passado no presídio onde Marcos Valério está preso. Na ocasião, Marcos Valério teria falado para a deputada sobre o envolvimento do ex-presidene Luiz Inácio Lula da Silva na morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel.  “Ele (Valério) deixou muito claro que o senhor Ronan Maria Pinto ia entregar o senhor Luiz Inácio Lula da Silva para a polícia como mentor do assassinato do prefeito Celso Daniel”, escreveu a deputada em um ofício enviado ao procurador de Justiça de São Paulo, Gianpaolo Smanio, narrando as conversas com o publicitário e pedindo andamento às investigações do crime.  Mara é filha de um empresário que foi extorquido pela quadrilha que atuava na Prefeitura de Santo André e acredita que o depoimento de Valério pode ajudar a desvendar o crime. De acordo com a publicação, Marcos Valério disse que o empresário Ronan Maria Pinto exigia 6 milhões de reais para não divulgar informações relacionadas ao caso Santo André, envolvendo o presidente Lula, o ex-ministro José Dirceu e o então assessor particular Gilberto Carvalho.  O publicitário teria garantido à deputada que possui provas da chantagem e vem negociando acordo de delação premiada com três promotores de Minas Gerais e dois procuradores da República.  Segundo revelou Marcos Valério, o ex-prefeito Celso Daniel pretendia entregar um dossiê para a Polícia Federal e para o presidente Lula, envolvendo petistas com o crime organizado. A deputada enviou um ofício sobre o caso ao procurador de Justiça de São Paulo em 3 de abril e, depois disso, dois promotores foram Marcos Valéria na prisão. Ainda conforme a Veja, o publicitário quer depor somente à Polícia Federal.  A reportagem entrou em contato com a defesa de Ronan e o advogado informou que o empresário jamais cometeu chantagens. A assessoria do ex-presidente Lula não se manifestou. (Notícias ao Minuto)

Ipiaú: TCM formula representação contra ex-prefeito Deraldino ao Ministério Público Estadual e Eleitoral


Na sessão desta quinta-feira (01/06), o Tribunal de Contas dos Municípios determinou a formulação de representação ao Ministério Público Estadual contra o ex-prefeito de Ipiaú, Deraldino Alves de Araújo, para que seja apurada a provável prática de ato de improbidade administrativa em razão dos indícios de fraude em processo licitatório realizado para aquisição de peixe para distribuição gratuita na Semana Santa, pelo valor global de R$ 78.960,00, no exercício de 2016. O relator do processo, conselheiro substituto Ronaldo Sant’Anna, multou o gestor em R$7 mil.
Por recomendação do Ministério Público de Contas, a relatoria também determinou a formulação de representação ao Ministério Público Eleitoral para que se avalie o eventual se houve também a prática de crime eleitoral, vez que os produtos foram distribuídos à população carente do município em ano eleitoral.
No mês de abril, a Prefeitura de Ipiaú realizou procedimento licitatório, na modalidade convite, visando a aquisição de 9.400kg de peixes, que seriam distribuídos para pessoas carentes. O contrato foi celebrado com a empresa Distribuidora Colonial, ao custo de R$78.960,00.
Ocorre que o TCM identificou que os sócios de duas das três empresas que participaram da licitação são irmãos e residem no mesmo endereço, o que torna evidente forte indício de fraude ao caráter competitivo da licitação. Além disso, não houve definição, dentro do processo licitatório, da quantidade de pessoas que seriam beneficiadas com os pescados, e da quantidade recebida por cada um, impedindo o controle dessas despesas que foram custeadas com recursos públicos.
O voto do relator foi aprovado por todos os conselheiros, com a abstenção do conselheiro Mário Negromonte.
Cabe recurso da decisão.

“Eu não faço nada de errado, eu só trafico droga”, diz Zezé Perrella a Aécio; Ouça o áudio


No dia 13 de abril, a Polícia Federal interceptou uma conversa telefônica entre o senador Aécio Neves, do PSDB, e o colega Zezé Perrella, do PMDB. No diálogo, Aécio cobra fidelidade de Perrella e lhe dá uma dura pelo fato de o aliado ter dado uma entrevista à rádio Itatiaia de Minas Gerais se gabando de não estar na lista de Janot e no “mar de lama” do Brasil. “Acho que não preciso provar o quanto sou seu amigo na vida, né, cara. Então vou te falar como amigo, com a liberdade de amigo. Poucas vezes vi uma declaração tão escrota, Zezé, como essa que você deu na rádio Itatiaia”, diz Aécio.

Uma versão editada foi divulgada no DCM. Agora o jornal Hoje em Dia colocou no ar a gravação na íntegra. Você pode conferir abaixo. Perrella cita o caso do Helicoca. “Qual a maneira que eu encontrei de rebater essas coisas que eles falam de mim do helicóptero até hoje?”, questiona. E completa, adiante: “Eu não faço nada de errado, eu só trafico droga”. Aécio ri.

Ouça o áudio:

Gilmar Mendes também é alvo da Lava Jato


A Operação Lava Jato realizou uma varredura nos endereços do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e o ministro do STF Gilmar Mendes também era um dos alvos da investigação. De acordo com a coluna Radar Online, da revista Veja, a operação buscava informações sobre Mendes, pois tinam ordens explícitas com o nome do ministro.

A publicação destaca que Gilmar Mendes aparece em conversa com o senador tucano, no grampo realizado nos números de telefone de Aécio Neves. Nos diálogos, os dois falam sobre o projeto de lei sobre o abuso de autoridade. A transcrição da gravação indica que Aécio pede ajuda ao ministro para conquistar um voto na comissão do Senado que analisava o projeto.

Lula e Dilma tinham US$ 150 milhões em conta de propina da JBS, diz Joesley


O dono da JBS, Joesley Batista, disse que transferiu para contas no exterior US$ 70 milhões destinados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mais US$ 80 milhões em conta, também no exterior, em benefício da ex-presidente Dilma Roussef. Os montantes, afirmou, foram enviados por meio do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e usados gastos “tudo em campanha”. Joesley falou que tanto Lula quanto Dilma tinham conhecimento dos repasses. A declaração foi dada por Joesley em 3 de maio de 2017 na sede da Procuradoria Geral da República, em Brasília. “Teve duas fases, a do presidente Lula e teve a fase da presidente Dilma”, disse. “Na fase do presidente Lula chegou a US$ 80 milhões de dólares, na fase da presidente Dilma chegou a uns US$ 70 [milhões]. Ou ao contrário: US$ 70 [milhões] na do Lula e US$ 80 [milhões] na da Dilma.” Joesley disse que inicialmente não tinha se dado conta de que os valores eram destinados às campanhas eleitorais de Lula e Dilma. Ele afirma ter percebido quando, ainda segundo ele, Guido pediu a abertura de uma segunda conta, em nome do próprio empresário. “Foi aí a primeira vez que eu desconfiei que o dinheiro não era dele [Guido]”. “Quando terminou o governo Lula, ele falou: agora tem que abrir outra conta. Essa conta é da conta do Lula. Essa aqui.. tem que abrir uma para Dilma”, disse. Fiz uma pergunta pra eles sabem disso? Lula sabe disso, Dilma sabe ? Não, sabe sim, eu falo tudo pra eles”.

Donos da JBS dizem em delação que pagaram R$ 60 milhões a Aécio em 2014


O senador afastado Aécio Neves (PSDB) foi acusado pelos executivos da JBS de ter recebido cerca de R$ 60 milhões em propinas pagas por eles. Os valores teriam sido pagos em 2014, em troca do uso do mandato do tucano para beneficiar os negócios do grupo. Ainda na delação feita pelos executivos, eles citam ações de Aécio na liberação de créditos de ICMS para uma das empresas do grupo na área de couro. A negociação foi de R$ 12,6 milhões. Outra atuação teria sido relacionada também a créditos na compra da Seara, por uma subsidiária da JBS. A relação do senador em favor da empresa vai além, segundo dados da delação. A empresa teria comprado partidos para compor a chapa de Aécio que concorreu à Presidência em 2014 e que acabou derrotada pela presidente Dilma Rousseff (PT).

Os executivos ainda admitiram que agiram em favor de Aécio com a emissão de notas fiscais frias, e na venda de imóvel superfaturado para pessoas indicadas pelo tucano, mas que, na verdade, o valor seria direcionado ao senador afastado.
O senador Aécio Neves foi alvo nessa quarta-feira de operação Patmos. Imóveis de sua propriedade foram alvo de mandados de busca e apreensão. A irmã do tucano, a jornalista Andreia Neves foi presa também alvo da operação e envolvimento nas denúncias. O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, pediu a prisão de Aécio Neves, mas o pedido foi negado pelo relator da ação no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

‘Tem que ser um que a gente mate antes de fazer delação’, diz Aécio


Em gravações feitas por Joesley e Wesley Batista, donos do frigorífico JBS Friboi, revelam que Michel Temer (PMDB) deu aval para o pagamento de propina para Eduardo Cunha – uma forma de comprar o silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados. Os empresários também gravaram o senador Aécio Neves – o parlamentar tucano pediu R$ 2 milhões em propina.

No entanto, o aspecto mais assustador das gravações é uma fala proferida pelo tucano. Segundo matéria do jornal O Globo, Aécio faz uma exigência sobre a pessoa recebedora da propina: “Tem que ser um que a gente mate antes de fazer delação”. O dinheiro seria usado para pagar a defesa do senador mineiro justamente nos processos da Lava Jato nos quais ele é implicado.

Aécio diz: “Vai ser o Fred, com um cara seu [Joesley]. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho”. O Fred a quem Aécio se refere é Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Neves e ex-diretor da Cemig – Medeiros foi um dos coordenadores da campanha do tucano a presidente em 2014. (Brasil 247)

Geddel era ligação entre dono da JBS e Michel Temer


O ex-ministro Geddel Vieira Lima foi apontado, na gravação feita pelo dono da empresa JBS, Joesley Batista, como a “ponte” entre o presidente Michel Temer e a empresa. No áudio, Joesley destaca que “Geddel sempre estava ali”. “Mas Geddel também, com esse negócio, eu perdi o contato porque ele virou investigado, agora eu não posso também. Eu não posso encontrar com ele”, explica o empresário ao presidente durante o diálogo. Temer concorda com o dono da JBS, afirmando para ele “ir com cuidado” porque isso poderia figurar “obstrução da Justiça”. O empresário, então, questiona qual seria a melhor forma de falar com o presidente, uma vez que por intermédio de Geddel estaria mais difícil. O homem apontado por Temer para fazer essa transição seria Rodrigo da Rocha Loures, presidente da Fiep. “Se for alguma coisa que eu preciso tratar, falo com Rodrigo. Se for algum assunto desse tipo aí.. marcamos aqui.. Funciona super bem. [Nos encontramos] onze horas, dez e meia.. vem aqui, a gente conversa uns dez minutinhos, meia horinha”, disse Joesley. (Bahia Notícias)