‘O governador precisa explicar onde estão os R$ 48 milhões dos respiradores’, diz Sandro Régis após provocação de Rui


O líder da Oposição na Assembleia Legislativa da Bahia, Sandro Régis (DEM), respondeu à provocação do governador Rui Costa (PT) e salientou que o petista precisa explicar onde foram parar os R$ 48 milhões pagos pelo Consórcio Nordeste para a compra de 300 respiradores que nunca foram entregues – o petista liderava o Consórcio quando a contrato foi realizado. “O que a gente espera do governador é que ele explique onde foram parar os R$ 48 milhões pagos pelos respiradores. Esperamos uma posição sobre isso, não que ele faça ataques gratuitos e politicagem”, disse o deputado estadual do DEM.

O parlamentar do Democratas disse que o governador não tem condições para fazer cobranças sobre gestões anteriores na área da saúde quando a administração dele está envolvida nessa compra malsucedida. A empresa Hempcare, que recebeu o pagamento pelos respiradores, ganhou o contrato após uma negociação realizada pelo WhatsApp, segundo revelou a Revista Veja, que teve acesso ao inquérito realizado pelo Polícia Federal. Os investigadores avaliaram que era um negócio que tinha tudo para dar errado – além de não ter expertise na negociação de respiradores, a Hempcare tinha somente dois funcionários registrados.

Ainda segundo a revista Veja, Rui teria dito em depoimento à PF que não era atribuição dele verificar todos os contratos e licitações que são realizados em sua gestão. “A mim não cabe checar. Você imagina, no dia de hoje, quantas compras devem ter sido feitas no estado, milhares”, disse o governador, segundo trecho do depoimento publicado pela Revista Veja.

A publicação ressaltou que essa é a mesma desculpa dada pelo presidente Jair Bolsonaro sobre negociação suspeita de vacinas. “Quem tem que dar satisfação sobre isso [o sumiço dos R$ 48 milhões da compra do respiradores] é o povo então, já que o governador disse que não cabe a ele fiscalizar; cabe a todos nós”, disse Sandro Régis.

Gravações indicam ação direta de Jair Bolsonaro em esquema de ‘rachadinhas’ enquanto deputado


O presidente Jair Bolsonaro teria envolvimento direto no esquema ilegal de entrega de salários de assessores na época em que exerceu seguidos mandatos de deputado federal, pelo Rio de Janeiro. Pelo menos, é o que garante a série de reportagens assinada pela jornalista Juliana Dal Piva, do Portal Uol, publicada nesta segunda-feira (05), a partir de denúncias da ex-cunhada do presidente, a fisiculturista Andrea Siqueira Valle.

O material também traz áudios que envolvem personagens do círculo íntimo do presidente, como Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, e a esposa de Queiroz, Márcia Aguiar.

Segundo Andrea Siqueira Valle, Bolsonaro demitiu o irmão dela porque ele havia se recusado a devolver a maior parte do salário como assessor. Ela e André Valle são irmãos de Ana Cristina Siqueira Valle, ex-esposa do presidente. “André deu muito problema porque ele nunca devolveu o dinheiro certo que tinha que ser devolvido, entendeu? Tinha que devolver R$ 6.000, ele devolvia R$ 2.000, R$ 3.000. Foi um tempão assim até que o Jair pegou e falou: ‘Chega. Pode tirar ele porque ele nunca me devolve o dinheiro certo'”, conta Andrea. André Valle foi assessor de Bolsonaro entre 2006 e 2007.

Ao ser informado sobre as gravações de Andrea Siqueira Valle, o advogado Frederick Wassef, que representa o presidente, negou ilegalidades e disse que existe uma antecipação da campanha de 2022. Wassef afirmou à reportagem do Uol que os fatos narrados por Andrea “são narrativas de fatos inverídicos, inexistentes, jamais existiu qualquer esquema de rachadinha no gabinete do deputado Jair Bolsonaro ou de qualquer de seus filhos”.

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Deputada do PSOL critica morte de Lázaro e depois apaga post


Na manhã desta segunda-feira (28), a deputada federal Vivi Reis (PSOL-PA) usou as redes sociais para criticar a morte do assassino Lázaro Barbosa, após intensa troca de tiros com a polícia. Ela acusou a polícia de Goiás de matar o assassino sem “ouvir” o que ele tinha para dizer.

“Lázaro foi preso e morto. A perseguição do criminoso deixou um lastro de ódio, intolerância religiosa e abusos. A celebração de sua morte é retrato da espetacularização dessa caçada de 20 dias e R$ 19 milhões. Quando o capturam, ao invés de ouvi-lo, o executam. Vexame”, escreveu.

Com a repercussão negativa do post e acusações de que estaria defendendo Lázaro – que havia matado cinco pessoas, sendo quatro da mesma família, entre outros crimes, Vivi apagou o post e fez uma nova publicação para explicar sua opinião.

“Já que o último tuíte abriu margem para interpretações equivocadas, vou explicar melhor. Lázaro causou dor em muitas famílias. Minha solidariedade a todas elas! Porém, somente o interrogando saberíamos se ele estava a mando de outras pessoas, evitando que mais gente siga impune”, argumentou.

“Ele tinha que responder pelos crimes que cometeu, mas se não estivesse sozinho seria necessário descobrir. Talvez agora fique mais difícil. A nós não interessa a impunidade”, declarou.

Gesto de Cristiano Ronaldo causa prejuízo de 4 bihões de dólares à Coca-Cola nas ações


Um gesto do jogador de futebol Cristiano Ronaldo, durante uma entrevista coletiva nesta segunda-feira (14), teria feito com que as ações da Coca-Cola caíssem 1,6%. De acordo com o jornal espanhol Marca, o prejuízo da empresa foi de US$ 4 bilhões (R$ 20 bi) após o jogador retirar duas garrafas de Coca-Cola de sua frente e colocar uma de água.

A situação aconteceu nesta segunda-feira (14), assim que o jogador chegou para a entrevista coletiva que antecipava a partida entre Portugal e Hungria, pela Eurocopa. Assim que se sentou, o jogador viu duas garrafas de Coca Cola em frente de seu microfone. Isso porque a empresa é uma das patrocinadoras do torneio e as garrafas costumam ficar na mesa durante as coletivas. No entanto, adepto da vida saudável, Cristiano trocou as garrafas por uma água e disse: “água”.

Segundo o jornal espanhol, quando a Bolsa de Valores da Europa abriu, nesta segunda-feira (14), cada ação da Coca-Cola valia 56,10 dólares. Logo depois da coletiva de Cristiano Ronaldo, a ação despencou para 52,22 dólares. O total de patrimônio da Coca-Cola na Europa passou de 242 bilhões de dólares a 238 bilhões de dólares.

Ipiaú: Supostos áudios vazados sugerem ‘rachadinha’ na Câmara de vereadores


Uma conversa gravada entre um vereador de Ipiaú e um ex-vereador (dirigente partidário) passou a circular em grupos de WhatsApp da cidade. No diálogo, os dois dão indício de uma suposta prática de “rachadinha” na Câmara Municipal.

O site local Rede2D divulgou a conversa na íntegra. Nela, uma das pessoas, supostamente o vereador Picolé, fala com o dirigente Plinio Nery que procurou o também vereador e presidente da Câmara Robson Moreira. Os dois teriam fechado um acordo.

O trato era de que o presidente contrataria uma mulher para atuar em seu gabinete. Ela receberia R$ 2.200 para exercer as atividades, mas metade desse valor não ficaria em sua conta. O restante tinha como destino o bolso de Picolé.

A conversa tem início com Plínio: “Oh, vei, se apegue com Picolé. Ele é o vereador que resolve as coisas aqui”. Picolé segue: “Estive na fazenda dele. Ele [Robson] disse: ‘dia 30, eu vou registrar a menina lá. Ela vai estrear e eu vou dar um salário de R$ 2.200 para você. Você dá R$ 1.000 e fica com R$ 1.200’. Eu disse que não, que ficaria com R$ 1.100, para gastar em prol da campanha”.

O Bnews tentou contato por meio de ligações telefônicas com o vereador e o ex-edil. As ligações não foram atendidas. A reportagem também enviou mensagens de texto. O conteúdo foi visualizado, mas os dois não responderam. O espaço segue aberto. Já o presidente da Câmara, negou as acusações. “Ouvi o áudio, não tenho nada a ver com esses comentários. Estamos apurando para tomar as devidas providências. Outro detalhe: não tenho fazenda. Não existe rachadinha na Câmara de Ipiaú. Isso é conversa”, disse.

A Câmara de Ipiaú emitiu um comunicado oficial. Nele, Robson diz que a Casa Legislativa “condena veementemente qualquer conduta ilícita ou criminosa com as citadas nas conversas vazadas”. “Ademais, reafirmamos o compromisso com a verdade, honestidade, probidade e transparência dos nossos atos. Por fim, essa Casa Legislativa se coloca à disposição da população para sanar dúvidas e prestar eventuais esclarecimentos”, diz outro trecho da nota.

Deputados criticam fala de Vilas-Boas sobre possibilidade de fechar fábricas de cerveja


Os deputados estaduais Sandro Régis (Democratas), Junior Muniz (PP) e Dal (PP) criticaram nesta segunda-feira (24) a declaração do secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, sobre a possibilidade de fechamento de fábricas de cerveja na Bahia como forma de enfrentar a crise sanitária causada pelo novo coronavírus. Em comunicado, os parlamentares classificaram a fala como “infeliz” e pediram mais “responsabilidade” do secretário.

Eles lembraram que a Bahia foi o estado com maior queda na produção industrial em janeiro deste ano, com redução de 3,2%. Além disso, o estado segue no topo do ranking de desemprego. Após a declaração de Vilas-Boas, o governador Rui Costa (PT) negou a possibilidade de fechamento das fábricas de cerveja.

“O secretário precisa ter mais responsabilidade com suas declarações. Estamos vivendo uma crise sanitária e econômica muito grave, sem precedentes. Esse tipo de fala, além de ser completamente alarmante, é um desrespeito com o setor industrial baiano e, aparentemente, coloca a culpa nas cervejarias pelo aumento dos casos de covid-19 no estado”, informaram os parlamentares.

“Neste momento delicado, uma declaração como essa pode causar uma situação de instabilidade ainda maior em um cenário que já é muito ruim. Não podemos esquecer também que o setor cervejeiro é um dos destaques da economia da Bahia. Inclusive, recentemente um grupo empresarial anunciou investimento de R$ 250 milhões para uma nova fábrica no estado. O secretário parece ignorar isso”, acrescentaram os deputados.

Por fim, eles ponderam que a declaração de Vilas-Boas “demoniza” um setor tão importante para a economia do estado. “O secretário deveria falar mais em conscientização, na importância do distanciamento e do isolamento social, mas não atacar o setor cervejeiro como fez”, frisaram.

Confira abaixo o comunicado (mais…)

Gongogi: Prefeito faz live com show e aglomeração no aniversário da cidade


O prefeito de Gongogi, Adriano Mendonça (PSD), caiu na “gandaia” na última segunda-feira (12), no aniversário de 59 anos de emancipação política da cidade baiana. O gestor promoveu uma “live artística”, com shows de Kauã Araújo, Marquinhos Queiroz, Nem Vaqueiro e Santiago, e não se fez de tímido.

Sempre com um copo na mão, o gestor em um momento subiu ao palco e dançou ao lado do cantor e do vice-prefeito Dodô, do MDB. Na parte de baixo, diversas pessoas se divertiam, tomando cerveja e dançando.

Segundo o comunicado da própria prefeitura, a live teria começado às 19h. O evento contraria diversos decretos do governo estadual para conter o avanço do coronavírus na cidade, como a proibição de eventos e o toque de recolher.

Além dos desrespeitos aos decretos estaduais, a gestão de Adriano Mendonça é alvo do Ministério Público da Bahia por outro problema envolvendo a Covid-19. Conforme o MP, há denúncia de que parentes de autoridades municipais da cidade teriam se vacinado contra o coronavírus sem integrarem o grupo prioritário.

A denúncia foi recebida via e-mail pelo Centro de Apoio Operacional da Saúde (Cesau) do MP e encaminhada para a Promotoria de Justiça de Ubaitaba, da qual o município de Gongogi faz parte. As informações são do Bocão News.

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Sandro Régis rebate declarações de Coronel: ‘O senador sofre do mal da memória seletiva’


O deputado estadual Sandro Régis (DEM), líder da Oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), rebateu nesta quinta-feira (08) as declarações do senador Angelo Coronel (PSD) sobre o presidente nacional do Democratas, ACM Neto, e disse que o parlamentar “sofre do mal da memória seletiva”.

Régis afirmou que Coronel, como presidente da CPI Mista das Fake News, deveria dar o exemplo e não divulgar notícias falsas. Entre outras declarações, Coronel disse que Neto está mal nas pesquisas, e que por isso não faz críticas públicas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O deputado, por sua vez, pontuou que ACM Neto sempre destacou sua posição de independência em relação ao governo Bolsonaro e que nunca indicou cargo sequer ao presidente da República. O líder da Oposição frisou que os ministros Onyx Lorenzoni e Tereza Cristina, ambos do Democratas, foram escolhas pessoais de Bolsonaro, não indicação de ACM Neto.

“O senador sofre do mal da memória seletiva. Agora, o senador é um crítico de Bolsonaro, mas recebeu R$ 40 milhões de verba do governo federal, segundo foi amplamente divulgado pela imprensa. Então, me parece que é ele próprio quem quer as benesses do governo”, alfinetou.

Régis pontua que as críticas de Coronel ocorrem após a divulgação recente da primeira pesquisa para a sucessão estadual, que coloca Neto na liderança, com folga, para o segundo colocado, o senador Jaques Wagner (PT). “Só espero que essas críticas não sejam por medo da liderança de Neto”, ironizou. “E quero lembrar também que, se Coronel é hoje senador, muito se deve à articulação de Neto e Bruno Reis para sua eleição para presidente da ALBA”, finalizou.

Família desenterra criança e alega que ela foi enterrada viva após ter sido dada como morta por médico


Um caso inusitado e ao mesmo tempo triste pegou a população de surpresa na manhã desta quinta-feira (25), no povoado de ‘Colônia’, município de Itaetê, na Chapada Diamantina. É que uma criança de um ano e 10 meses foi desenterrada horas depois de ter sido declarada como morta por um médico no Hospital Municipal.

Segundo relatos de populares, os pais da menina procuraram o hospital na madrugada de quinta-feira (25) após a criança ter passado mal e, supostamente, o médico que estava de plantão “não teria dado a devida atenção ao caso. O médico informou aos acompanhantes que a menina teve uma crise convulsiva que resultou no óbito”.

Mesmo angustiados com a morte precoce da criança, os familiares buscaram as providências para o velório, mas o que ninguém esperava é que ela estivesse viva. Os parentes da criança são evangélicos e um pastor, de nome não identificado, ligou para os familiares contando que havia tido uma visão na qual a menina estaria viva. Acreditando na palavra do pastor, os pais, parentes e vizinhos tiveram a iniciativa de desenterrar o caixão com o corpo da criança.

“Ao desenterrar a menina uma enfermeira verificou os sinais vitais, e não deu nada. Só que o corpo estava quente e não tinha sinais. Ela foi levada para a casa dos avós e fizeram uma roda de oração e a menina mexeu o olho e apertou a mão de alguém”, relata outro popular em um áudio que está sendo compartilhado na região. Em vídeo compartilhado nas redes sociais é possível ver o desespero da família com o pequeno caixão nos braços correndo em busca de socorro. Um outro áudio também foi enviado à redação confirmando o caso.

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Wenceslau Guimarães: MP aciona prefeito Kaká por “furar fila” da vacinação contra Covid-19


O Ministério Público estadual, por meio do promotor de Justiça Rodrigo Pereira Anjo, ajuizou ação civil pública contra o prefeito de Wenceslau Guimarães, Carlos Alberto Lioterio dos Santos, mais conhecido como Kaká, que ‘furou a fila’ da vacinação do coronavírus (RELEMBRE).

“Somadas todas as doses aplicadas (1ª e 2ª), no dia em que o prefeito foi vacinado, o município não tinha vacinado nem metade dos integrantes dos grupos previstos na primeira fase da imunização. No entanto, o prefeito e mais vinte casos suspeitos, sem nenhuma causa ou motivo, foram privilegiados na fila de vacinação, em detrimento de todos aqueles que mais necessitavam”, destacou o promotor de Justiça.

O MP acionou também a coordenadora de Vigilância Epidemiológica do Município, Jucineide Ferreira Cordeiro. Na ação, o MP requer que a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, no exercício de suas prerrogativas, não permita ou convoque para a vacinação qualquer pessoa sem antes discriminar exatamente qual o cargo ocupado, mediante o recebimento e arquivamento da documentação pessoal, bem como da prova documental do nível de risco exigido para o cargo, ou a comprovação do seu pertencimento aos outros grupos prioritários da primeira fase e que ela também não autorize a aplicação da segunda dose, caso ainda não tenha ocorrido, de quaisquer das pessoas vacinadas irregularmente.

Além disso, o MP requer que a Justiça determine que o prefeito municipal não receba a segunda dose da vacina até que chegue o momento de vacinação do grupo no qual se enquadra, bem como ele não aprove a aplicação em qualquer outra pessoa que não se enquadre nos critérios do grupo um, em especial parentes, amigos próximos ou servidores municipais.

“Foram verificados também casos de servidores públicos municipais que apesar de executarem atividade sem qualquer conexão com a área da saúde e/ou risco de exposição exigido para a prioridade (risco alto), foram contemplados nessa primeira fase de vacinação”, afirmou o promotor de Justiça Rodrigo Anjo.