‘Prisão perpétua não traria a vítima de volta’, diz goleiro Bruno após deixar a cadeia

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Condenado a 22 anos e três meses de prisão pela morte da ex-namorada Eliza Samudio, o goleiro Bruno falou pela primeira vez após deixar a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac), em Santa Luzia (MG), na noite desta sexta-feira (24). Em entrevista à TV Globo Minas, Bruno afirmou que perpétua não traria a vítima de volta.

“Independente (sic) do tempo que eu fiquei também, eu queria deixar bem claro, se eu ficasse lá, tivesse prisão perpétua, por exemplo, no Brasil… não ia trazer a vítima de volta”, afirmou o ex-jogador. Bruno disse ainda que pagou pelo erro que cometeu. Paguei, paguei caro, não foi fácil. Eu não apagaria nada. Isso serve pra mim de experiência, serve como aprendizado e não como punição”, disse. “Eu acho que, nessa questão de apagar o passado das coisas, eu não apagaria nada porque através de muito… por mais que eu não tivesse amigos verdadeiros, por mais que eu não tivesse passado por certas situações na [Penitenciária] Nelson Hungria, como eu passei, eu talvez eu não daria tanto valor à vida hoje”, continuou.

Volta aos campos
Na conversa, o goleiro afirmou que pretende recomeçar a sua vida e não descarta voltar a jogar futebol. O Inter de Limeira, de São Paulo, e o Penarol, do Amazonas, já manifestaram o interesse de contar com o goleiro. “Eu quero deixar bem claro que eu vou recomeçar. Não importa se seja no futebol, não importa se seja em outra área profissional, mas como eu vou estar na área do futebol, é o que eu almejo pra mim”, afirmou Bruno. (A Tarde)